A multidão no jardim

  • Felipe dos Santos Ávila
  • Raquel Paula Poletto FACC - Faculdade Concórdias

Resumo

Charles Baudelaire é mundialmente conhecido por sua obra poética tida como precursora do Simbolismo. Acusado de ofender a moral pública com “As flores do mal” (1857), também é reconhecido por ser o fundador da tradição moderna em poesia, bem como o primeiro a utilizar a palavra modernidade. Em seu artigo “O pintor da vida moderna” (1863), o poeta francês, fascinado pelo burburinho, pela moda e pela transitoriedade, apresenta sua visão do pintor Constantin Guys: mais que um artista, era um homem do mundo. Era o “homem na multidão” descrito por Edgar Allan Poe em seu conto homônimo de 1840. Ambos, pintor de existência real e personagem de criação literária têm em comum a curiosidade e o interesse que o cotidiano da efervescente Paris pós Haussmann desperta em quem tem olhos para observar além do corre-corre das fervilhantes ruas parisienses da segunda metade do século XIX. O moderno e suas consequências se fazem presentes em um cotidiano ainda não consciente deste fato.
Palavras-chave: Homem. Modernidade. Multidão. Paris. Transitório.

Biografia do Autor

Felipe dos Santos Ávila
Doutorado em andamento em Programa de Pós-Graduação Letras/Inglês e Literatura na UFSC.
Instituição/Afiliação
Graduada em Letras Português/Inglês e Respectivas Literaturas pela Unoesc/Joaçaba - SC;
Especialização em Lingua e Literatura Espanhos pela Unoesc/Xanxerê- SC.
Publicado
2016-07-19
Como Citar
ÁVILA, Felipe dos Santos; POLETTO, Raquel Paula. A multidão no jardim. ARQ CIDADE, [S.l.], v. 1, n. 1, p. 21-36, jul. 2016. ISSN 2525-412X. Disponível em: <http://revistas.facc.com.br/index.php/arqcidade/article/view/48>. Acesso em: 17 out. 2019.
Seção
Artigos